i'm not calling you a liar...
definitivamente não sei dizer ainda o que sou, ou mais singelamente no que tenho me tornado ao longo dessa curta vida. o ser algo talvez minha natureza falha nunca chegue a este ponto. e tenho inveja até das pessoas que são ou que, com a mesma tranqüilidade, afirmam ser algo.
e ser feliz?! cheguei a um limite tal que às vezes não tenho paciência quando o assunto da vez é a felicidade dos ‘carpe diem’ cotidianos em outdoors, nomes de avenidas, cores dos carros, marcas de roupas, das letras de músicas mais coloridas impossíveis etc e tal.
por que a uns a felicidade, o ser feliz parecem tão fáceis de serem recebidos com todas as portas abertas e pompas de rei?! a felicidade é tão boa assim?! ou eles são felizes porque a felicidade é tão pouca que aproveitar é lei, pois, do contrário, acaba?!
essa quase certeza do não ser algo ainda me obriga a questionar se as pessoas felizes fingem. por vezes, só faltei pregar esparadrapo em cada bochecha e a elas é tão fácil abraçar, traçar conversas das mais banais, rir mostrando todos os dentes, línguas sem ter medo?! fazem isso porque são felizes?! ou porque são tão estranhamente desesperadas?!
o fato de estar feliz durante muito tempo significa ser feliz?! quando eu estiver triste sou feliz?! e quando eu não tiver êxito sou feliz?! e quando eu não gostar do samba?! agonizo feliz?! sou doido?! e se fosse um doido feliz?! existe doidice feliz?! sou invejoso?! (...)
depois de um tempo as coisas começam a perder a forma... a felicidade, coisa que é, é uma delas. paixões, calores, rumores, sabores, dissabores e cores, tudo se perde. e a gente cresce pra ter ciência disso?!
distanciando-me do que se convencionou chamar de felicidade deixo de ser humano?! porque todos os homens parecem viver para buscar a felicidade de alguma forma, né?! e eu?! só sinto não viver para tanto, porque pareço não simpatiza
r muito com o controle, propriamente dito, ainda que em pensamentos mais íntimos ter controle seja meu objetivo e minha vaidade se negue a qualquer noção de arbitrariedade ao pensamento, olhar e tom alheio.
na mesma proporção das muitas perguntas e ausência quase total de respostas concretas, não sei se me perdi de mim ou se sempre fui assim perdido (se é que sou fui serei algo) ou, ao menos, centrado (oi, paranóia?!) no que mais faço em momentos como este: pensar demais. no calor de minha cama barulhenta. no calor do meu quarto... (...)
e ser feliz?! cheguei a um limite tal que às vezes não tenho paciência quando o assunto da vez é a felicidade dos ‘carpe diem’ cotidianos em outdoors, nomes de avenidas, cores dos carros, marcas de roupas, das letras de músicas mais coloridas impossíveis etc e tal.
por que a uns a felicidade, o ser feliz parecem tão fáceis de serem recebidos com todas as portas abertas e pompas de rei?! a felicidade é tão boa assim?! ou eles são felizes porque a felicidade é tão pouca que aproveitar é lei, pois, do contrário, acaba?!
essa quase certeza do não ser algo ainda me obriga a questionar se as pessoas felizes fingem. por vezes, só faltei pregar esparadrapo em cada bochecha e a elas é tão fácil abraçar, traçar conversas das mais banais, rir mostrando todos os dentes, línguas sem ter medo?! fazem isso porque são felizes?! ou porque são tão estranhamente desesperadas?!
o fato de estar feliz durante muito tempo significa ser feliz?! quando eu estiver triste sou feliz?! e quando eu não tiver êxito sou feliz?! e quando eu não gostar do samba?! agonizo feliz?! sou doido?! e se fosse um doido feliz?! existe doidice feliz?! sou invejoso?! (...)
depois de um tempo as coisas começam a perder a forma... a felicidade, coisa que é, é uma delas. paixões, calores, rumores, sabores, dissabores e cores, tudo se perde. e a gente cresce pra ter ciência disso?!
distanciando-me do que se convencionou chamar de felicidade deixo de ser humano?! porque todos os homens parecem viver para buscar a felicidade de alguma forma, né?! e eu?! só sinto não viver para tanto, porque pareço não simpatiza
r muito com o controle, propriamente dito, ainda que em pensamentos mais íntimos ter controle seja meu objetivo e minha vaidade se negue a qualquer noção de arbitrariedade ao pensamento, olhar e tom alheio.na mesma proporção das muitas perguntas e ausência quase total de respostas concretas, não sei se me perdi de mim ou se sempre fui assim perdido (se é que sou fui serei algo) ou, ao menos, centrado (oi, paranóia?!) no que mais faço em momentos como este: pensar demais. no calor de minha cama barulhenta. no calor do meu quarto... (...)
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não entender certas coisas dá uma vontade maior de viver...





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