“estamos todos presos do lado de fora de um abraço…”
o personagem de James Franco, no filme Comer, Rezar e Amar, pede a Liz (Julia Roberts) que mantenham um relacionamento já acabado e miserável, de forma que eles não culpem um ao outro pela infelicidade de estarem separados e infelizes posteriormente. ser infeliz para ser feliz era a tomada a ser seguida dali em diante.
lembrei dessa cena do filme porque, ontem, numa dessas conversas que antecedia o fim de ano, perguntaram-me afinal, o que realmente queriam as mulheres (naquele momento também discutíamos sobre o papel da série de mesmo nome na Tv Brasileira e a Tv brasileira em si).
respondi-lhe, então, que a pergunta central não era exatamente esta. mas, sim, o que realmente nós todos, enquanto reles seres humanos, queremos. atentar para isso é a primeira resposta. não saber o que se quer é ser infeliz, de alguma forma. é entregar o poder que nos cabe ao outro decidir, ainda que essa sapiência acerca de nossos desejos seja bem genérica.
(e mais uma vez cheguei a conclusão de que a Tv vai continuar nos chamando de burro).
em ‘Comer, Rezar e Amar’ foi parecida com a atitude tomada pela musa de
André Newmann, - a persoanagem de Paola Oliveira Lívia - em ‘Afinal, o que querem as mulheres?’ a resposta de Liz a David no filme baseado em livro de nome homônimo: ‘merecemos mais do que fircarmos juntos por termos medo de sermos destruídos se não ficarmos’.
aí vc se pergunta provavelmente o porquê disso tudo. ora, esse lenga-lenga, como no filme, na série, na vida real, comecei porque pensei não valer a pena insistir em certas coisas em nossa vida para manter-se feliz, quando, batendo o martelo no mesmo prego já torto, sabemos que feliz não estamos. às vezes a vida precisa somente de uma sacudidela. ou nenhuma sacudidela, porque, não sacudindo, quem sabe não o fazemos indiretamente?!
2010 decidi não me apegar muito às coisas e às pessoas igualmente. é, como diria o grande Rosa, o passo inicial para topar firme a inveja alheia. se agi bem?! não sei se fiz certo, sabe?! entretanto, pareceu ter funcionado. tanto que, creio, fui feliz de alguma forma como estou agora nas derradeiras horas do primeiro dia do primeio mês do bimilésimo décimo primeiro ano vivo. AMÉM. igualmente feliz acima de tudo por estar mais um ano podendo escrever/digitar essas besteiradas pra eu tentar me entender ou pra quem (muito agradecidamentente desde já) me lê.
e que eu esteja sempre vivo para amar mais, desamar mais, chorar mais, rir mais, não dormir, dormir de vez em quando, ver o sol nascer, ver o sol se pôr. me importar mais com as pessoas, lembrar delas, deslembrar, querer, desquerer, aceitar, negar, teirmar, brigar, beber, cair, levantar, beijar na boca, fazer sexo, não fazer, gozar, desistir de gozar, ter nojo, ser mais eu mesmo, não ser quando eu não quiser ser e, ainda assim: poder errar quantas vezes eu quiser e sempre acertar tantas vezes possível for. porque eu só quero é viver, bixo. com todos os prós e contras. afinal, eu nasci de uma gozada, carai!
abraço. e um ótimo 2011 para nós todos!





Oi Adorei o seu blog, passe lá no meu blog de textos, beijos.
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